Dentre todos os aspectos que definem a cultura alimentar do que denominamos “mundo clássico”, um dos mais significativos é a vontade de o apresentar como o domínio da civilização, como uma zona privilegiada e protegida, em oposição ao universo desconhecido da bárbarie. No sistema de valores elaborado pelo mundo grego e romano, o primeiro elemento que distingue o homem civilizado das feras e dos bárbaros é a comensalidade: o homem civilizado come não somente (e menos) por fome, para satisfazer uma necessidade elementar do corpo, mas, também (e sobretudo) para transformar essa ocasião em um momento de sociabilidade (…)
… as “boas maneiras no banquete” servem na sociedade grega para distinguir os homens civilizados – os citadinos – dos selvagens que não as praticam e dos semi-selvagens que as praticam apenas ocasionalmente. Como quer que seja, a comensalidade é percebida como um elemento “fundador” da civilização humana em seu processo de criação.
Haloo Prof.
Eu acredito que isso não mudou muito não. Até hoje, não somente em questões relacionadas a alimentação, você saber se portar, seja numa reunião, numa festa ou em um restaurante; saber ou não usar ferramentas usais como computadores, diversos dispositivos eletrônicos ou ainda saber usar com fluência a língua nativa e alguma língua estrangeira, são fatores que são usados como parâmetros para distinguir as pessoas. Por vivermos numa sociedade que vive cada dia mais em função do tempo e da informação, há uma necessidade maior de conhecimento amplo em todos os ramos, hoje as pessoas têm que ser polivalentes, se não são rotuladas como alienadas, incapazes e inferiores a quem detém o poder da informação, quem sabe usar bem os talheres, equipamentos tecnológicos e as palavras.
Comentário por Pâmela de Fátima Trombeta — Outubro 11, 2007 @ 6:18 pm